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AHRESP promoveu debate sobre turismo com empresários em Setúbal

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A Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal recebeu esta tarde um almoço-debate promovido pela AHRESP – Associação Da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal no qual foi feita uma apresentação dos instrumentos de financiamento disponíveis para o setor do Turismo por Carlos Abade, Vogal do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal.

Carlos Abade focou-se nos dados que colocam Portugal como o 14.º destino turístico a nível mundial, e no crescimento do sector, que já representa 5% do PIB nacional, resultando num saldo positivo de 11 mil milhões de euros, num sector que emprega directamente cerca de 344 mil pessoas.

“Registamos um crescimento na procura turística, mas é também necessário incentivar o investimento na oferta, porque este deve continuar a ser um motor da economia nacional”, referiu Carlos Abade.

Seguiu-se a apresentação dos instrumentos de apoio ao financiamento, “porque a criação de valor está nas decisões de investimento e agrada-me dizer que têm vindo a ser construídas pelas empresas nesse sentido. É preciso fazer mais e melhor para obter melhores níveis de produtividade.”

Foi também apresentado o Programa de Acção para o Enoturismo 2019-2020, uma iniciativa desenvolvida no âmbito da Estratégia Turismo 2027, que tem como objetivo ​promover o destino e diversificar os mercados emissores, reduzir a sazonalidade e alargar o turismo a todo o territóri​o.​​​​​

Carlos Moura, vice-presidente da AHRESP, apresentou a organização e deixou o convite aos presentes para nela participarem “porque só é também possível cumprirmos os objectivos se tivermos uma boa cobertura de todo o território, e é isso que também pretendemos alargar, passando das actuais 18 delegações territoriais para 20, onde pretendemos também incluir a Madeira, e temos também de estar preparados para responder na hora a cada solicitação ou dúvida que chega a cada delegação.”

Acerca da actuação da AHRESP, Carlos Moura frisou que “não somos um lobbie, somos antes um instrumento de persuasão. Trabalhamos discretamente para que as funções dos nossos associados sejam reguladas com justiça e por isso gostaríamos de ver instituído o critério de ‘admoestação’, em vez de serem aplicadas multas quando algo não está dentro dos parâmetros.”

Numa breve intervenção, Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa (ERT-RL), saudou os intervenientes, os alunos da Escola de Hotelaria “por terem escolhido este caminho, numa área onde existe muita falta de mão-de-obra qualificada”, e ainda “o ADN especial da AHRESP no sector do turismo, a quem desejo a continuidade e persistência nos objectivos”.

Este almoço-debate realizou-se no âmbito do Conselho Consultivo da AHRESP que ocorre mensalmente e que tem percorrido as diferentes regiões do país, pelo que esteve também presidente o vice-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Manuel Pisco Lopes.

O edil agradeceu a escolha de Setúbal para a reunião, e frisou que “este país tem muita dificuldade em definir os seus sectores de exportação, mas dois estão já consolidados: o turismo e o vinho”.

Destacou depois o papel de Setúbal no sector do turismo “onde durante anos andamos a tentar alcançar o nosso potencial. Agora esse potencial já está concretizado”, e deixou ainda um desafio à AHRESP “para que entre como membro para a Associação Baía de Setúbal”, o que foi aceite no imediato por Carlos Moura.

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