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AGRICULTURA – Quebra de produção de uva leva produtores de Setúbal a pedir ajuda ao governo

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Com quebra na ordem de 50 a 90% na produção de uva devido ao intenso calor que se fez sentir nos primeiros dias de agosto, os produtores de uva reuniram e decidiram pedir ajuda ao Ministério da Agricultura para fazer face à grande quebra de produção.

Joaquim Caçoete, presidente da associação de agricultores do distrito de Setúbal, disse à agência Lusa que os produtores de uva decidiram em reunião realizada no passado dia 21 de setembro que vão solicitar ajuda ao Ministério da Agricultura para combaterem a perda de produção de 50%, perda essa devido ao calor intenso que se sentiu nos primeiros dias de agosto, deitando por “terra” todo um ano de produção.

Na próxima segunda-feira vamos solicitar a intervenção do Ministério da Agricultura porque temos dezenas de agricultores que sofreram quebras de produção significativas, entre 50% e os 80%, que necessitam de apoio financeiro para fazer face aos prejuízos, sob pena de terem de abandonar a atividade”, disse à agência Lusa Joaquim Caçoete.

A reunião que contou com três dezenas de produtores de uva da região de Setúbal, que decorreu na União de Freguesia Poceirão/Marateca, no concelho de Palmela, as queixas dos agricultores foram todas direcionadas à perda de cerca dos 80%, Joaquim Caçoete explicou que “um dos produtores que participou na reunião teve uma quebra de produção de 80% na uva branca”, o presidente da AADS está convicto de que se o governo não apoiar os agricultores, alguns poderão ver-se forçados a abandonar a atividade.

Alguns destes agricultores sofreram prejuízos significativos pelo segundo ano consecutivo, dado que o ano passado, já tinham tido prejuízos avultados devido ao calor intenso que também se fez sentir na região de Setúbal na mesma altura em que ocorreu a tragédia na zona de Pedrógão”, acrescentou.

Para além das três dezenas de produtores que estiveram na reunião, Joaquim Caçoete afirma haver muitos mais produtores com prejuízos, só que não conseguiram estar presentes na reunião que se realizou esta sexta-feira, mas espera uma forte adesão para a semana desses produtores para preencherem os formulário a dar conta dos prejuízos que “sofreram devido ao ‘escaldão’” do passado mês de agosto.

Fonte próxima do Ministério da Agricultura disse ao Diário do Distrito de que <<este tipo de fenómenos é muito comum em Portugal>> e que até há data não estava haver por parte daquele ministério qualquer <<contabilização>> de prejuízos aos produtores de uva da região de Setúbal.

Mas as produções em zona de risco têm um seguro de colheita que certamente os produtores terão subscrito junto das seguradoras”, afirmou a mesma fonte.

De acordo com o presidente da AADS, a maior parte dos seguros disponíveis para os produtores de uva “são caros” e só cobrem parte dos prejuízos sofridos nestas situações, esperando assim uma maior sensibilidade por parte do governo, pois a ajuda que possa surgir é fundamental para a atividade agrícola da região.

 


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