A deslocalização das aeronaves da Força Aérea que estão na base do Montijo custará perto de 200 milhões de euros e demorará pelo menos dois a três anos, disse hoje o ministro da Defesa Nacional, segundo a Lusa.

«O financiamento é assegurado através da contratualização com a ANA e a Vinci e isto é assegurado com o Ministério do Planeamento e Infraestruturas. Em termos de custos, não temos contas finais, mas será na ordem dos 200 milhões de euros», explicou João Gomes Cravinho.

O governante falava aos jornalistas no final da sua primeira visita à Força Aérea Portuguesa, que começou no Comando Aéreo e terminou na base aérea n.º 6, Montijo, onde o Governo prevê construir um aeroporto complementar ao de Lisboa.

Segundo o ministro, teve lugar na quinta-feira uma reunião com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, para tratar destas matérias, explicando que «há um conjunto de questões que estão ainda em aberto mas que, daqui a uns meses, ficarão definidos e fechados para possibilitar que esta base sirva de aeroporto complementar».

João Gomes Cravinho afirmou que ainda não há data prevista para o início da deslocalização das aeronaves, sublinhando que o plano da FAP «é rigoroso» e serão acauteladas as necessidades operacionais, não pondo em causa as missões.

A disponibilização das verbas irá ditar o calendário da deslocalização, que por sua vez vai depender de se fecharem todos os pormenores da contratualização, processo na responsabilidade do Ministério do Planeamento.

«Os hangares que viram no Montijo terão de ser construídos em outras bases para acomodar as necessidades. Um trabalho que requer algum tempo, vão ser necessários pelo menos dois, três anos para concretizar toda essa deslocalização», explicou.

A operação militar e civil na base da FAP é compatível, defendeu o ministro, referindo que as futuras aeronaves da FAP, KC-390, irão operar a partir do Montijo. Parte do AT1, aeródromo militar em Figo Maduro, na Portela, será transferido também para o Montijo e os aviões C-295 e os C-130 serão deslocalizados para outras bases, Sintra e Beja.

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