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Advogado da viúva do operário atropelado quer acusar Cabrita. Não se sabe a velocidade do carro 

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Passaram três meses desde que Nuno Santos perdeu a vida no km 77 da A6, perto de Évora, depois de ser atropelado mortalmente pelo carro onde seguia o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

A viúva começou a receber esta sexta-feira a pensão da Segurança Social, mas ainda não houve justiça, nem se sabe a que a velocidade seguia o carro.

Assim, o advogado da viúva, José Joaquim Barros, pondera causar Cabrita: «Houve uma tentativa para alijar responsabilidades, até porque o primeiro comunicado oficial do Ministério (MAI) foi uma tentativa de culpabilizar o Nuno», explica ao Nascer do SOL.

«O inquérito pode demorar muito tempo. Seis meses depois do segredo de justiça ser declarado, deve ser levantado. Mas há uma regra que prevê que possa ser prorrogado por três meses», explica reforçando que «há um acórdão do Supremo Tribunal de Justiça que indica que esses três meses não constituem uma regra fixa, mas sim só indicativa».

«Estou permanentemente em contacto com a família do Nuno e aguardo o dia em que estarão reunidas as condições necessárias para pedir o levantamento do segredo de justiça», mas surpreende-se pela reação do MAI. «Ainda há uns dias, viu-se como Eduardo Cabrita reagiu aos festejos do Sporting. E não há nenhum deputado que lhe diga que ele validou a organização do evento. É de facto espantoso. Aquele homem sobrevive a tudo».

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