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ADREPES, um dos impulsionadores de desenvolvimento da Península de Setúbal

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Falamos em ADREPES e estamos, conforme o próprio presidente da associação, Joaquim Carapeto, indica, a falar de um acrónimo, que significa Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal – é, no entanto, bem mais do que isso.

Criada em 2001, mas com início de atividade de 2002, e por isso a completar este ano, 20 anos de existência, é uma ADL – Associação de Desenvolvimento Local, que “surgiu com sob a égide do programa LEADER, programa da União Europeia (EU), existente “desde o primeiro quadro comunitário” e que se tem mantido nos últimos períodos de programação plurianual no quadro da política de coesão, “sobretudo como uma metodologia de intervenção ao nível dos territórios”.

Existe uma intervenção direta no terreno, com “animação constante, perceção e conceção” de um plano integrado, atuando ao nível quer da estratégia, quer do apoio direto ao nível dos pequenos promotores. Atualmente, a nomenclatura é reconhecida como DLBC – Desenvolvimento Local de Base Comunitária, que, embora tenha princípios e fundos comunitários da EU, “tem uma articulação direta com o governo central, perdendo-se a autonomia e a filosofia de outrora”.

Sistematizando os pilares que regem a ADREPES, e na lógica da metodologia LEADER referida, há uma ressalva dos princípios de “solidariedade” e de “subsidiariedade”, que pretende promover o desenvolvimento a partir do local, tendo por base a “parceria e a cooperação”, com a necessidade ajustável [geometria variável], junto do território e das comunidades.

Esta metodologia assenta em “estratégias de intervenção”, co desenhadas pela própria associação, que se vai ajustando ao longo dos tempos, à medida da sua implementação e dos resultados obtidos, e tendo em atenção as características periurbanas do território – povoamento disperso contínuo em áreas rurais, com aglomerados tradicionalmente urbanos, a 40 Km da metrópole Lisboa.

A ADREPES é a única associação, a nível nacional, que trabalha os GAL – Grupos de Ação Local, com as vertentes rural, urbana e costeira, e cobre sete dos nove concelhos da Península de Setúbal, com exceção do Seixal e Barreiro, “embora estejam encetadas várias conversações e efetuadas algumas iniciativas pontuais pensando no futuro e noutro tipo de programas a realizar”

Sobre a possibilidade da criação da NUTS II Península de Setúbal, a ADREPES assume uma posição favorável: “sempre nos debatemos pela aproximação das taxas de cofinanciamento, daquilo que são as regiões em desenvolvimento porque efetivamente, apesar de estarmos na AML, há uma diferença entre a Margem Sul e a Grande Lisboa”.

A Europe Direct é outra das “facetas” da associação.  “São centros especializados em informação comunitária e divulgação de matérias relacionadas com a União Europeia para aproximarem as regiões da Europa”, que se foca na AML (Área Metropolitana de Lisboa), abrangendo os 17 municípios, com exceção de Lisboa que tem o seu próprio espaço com as instituições europeias”.

“Através dos diferentes meios de comunicação e da animação, junto dos diferentes atores locais” e também das autarquias e escolas, dá-se a conhecer a União Europeia, não só no que “respeita à legislação e divulgação de informação”, mas para “conhecer a Europa e tornar todos os cidadãos nacionais, cidadãos europeus”.

Palmela, em concreto a freguesia de Quinta do Anjo, é a “casa” da ADREPES pelo facto do município de Palmela, “em parceria com as entidades locais e outros municípios vizinhos”, ter sido o impulsionador da sua criação.


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