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‘A Vida na Toca’, o programa que dá a conhecer a vida dos artistas… e não só!

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É um podcast e liveshow que começou com um erro e acabou em estúdio e com uma primeira temporada agendada até final do ano. A Vida na Toca é um programa transmitido em direto no facebook que inicialmente dava a conhecer a vida dos profissionais de artes, estendendo-se hoje a todas áreas profissionais. O Diário do Distrito esteve à conversa com Ricardo Figueiredo, criador e apresentador. 

Começou na quarentena. Ricardo é professor de música e membro da banda Não Há 2 Sem 3 e viu a sua vida profissional completamente parada no período de isolamento. «A Vida na Toca começou com um erro de casting, é assim que costumamos dizer. Eu estava, enquanto músico, à procura de formas de stream para poder fazer os meus vídeos a cantar e a promover o meu trabalho, experimentei uma plataforma de stream e, sem querer, fiquei online na minha página de facebook. Os meus amigos na rede social começaram a ver, juntaram-se e criou-se ali um grupinho com quatro ou cinco colegas músicos. O direto correu tão bem e juntou-se tanta gente, com ideias e tudo. Estávamos na altura da quarenta, as pessoas estavam a sentir a necessidade de se reinventar. Eu queria tocar as minhas música e os colegas que foram aparecendo também queriam partilhar as deles, os trabalhos deles, e então, nesse direto, assim sem querer, nasceu a ideia. Porque não fazer um programa? Demos por nós a partilhar trabalhos e experiências, cada um na sua toca, foi daí que surgiu o nome».

Em finais de maio agendou duas semanas de diretos todos os dias, à distância, com convidados. Contou com a ajuda do seu irmão, Rodolfo Figueiredo, e Tiago Bessa, ambos músicos. Foram 14 convidados em 14 dias. Passaram por lá nomes como José Cid, Phelipe Ferreira (guitarrista de Mariza), Tiago Nogueira (membro da banda Os Quatro e Meia) e Carlos M. Cunha (integrante do grupo Commedia à la Carte). O feedback foi extremamente positivo, «alguns diretos tiveram mais de 100 pessoas a ver em tempo real e a comentar, a fazer questões».

@DR – José Cid foi um dos convidados dos liveshows, ainda no período “à distância”.

Começaram agora, em agosto, os testes do novo formato, com uma equipa completa. Sem quaisquer apoios, o programa conta com parcerias de empresas que acreditam no projeto. A Stangeland, empresa de audiovisuais, cede o espaço e material para tornar o programa mais profissional e aumentar a qualidade. O Licor Beirão também se juntou, com um balcão e preparação de bebidas que são servidas aos convidados ao longo do programa. A Botaca Living Concepts, loja de móveis, ofereceu o sofá.

Sobre os futuros convidados, Ricardo Figueiredo que elevar o programa para o patamar de excelência e conseguir trazer convidados de renome para um espaço onde são entrevistados sem limite de tempo ou condicionados em temas. A promoção da região e das suas pessoas também faz parte dos objetivos. «Já estamos num patamar profissional, trabalhos para ser uma referência. Na internet, nova televisão, não existem muitos conteúdos com este tipo de qualidade. Multicâmeras, cenário, guiões, apresentações, etc. Não tens muitos conteúdos que funcionem assim. O objetivo é tornar isto um programa em que os convidados sejam nomes como, por exemplo, Jorge Palma ou Rui Veloso, até mesmo o professor Marcelo. Ter pessoas que venham até aqui e que haja sempre alguém da terra, de Cantanhede. São 3 convidados por programa, 2 do panorama nacional e o outro ser uma pessoa da região. Assim, de certa forma, estamos a dinamizar a cultura de Cantanhede e as empresas. E não vai ser só artistas, queremos outros temas. Pode vir aqui um empresário e falar sobre a empresa dele, depois fazemos é um jogo ligado às artes. A Vida na Toca é para falarem e fazerem coisas que não fazem noutro tipo de programas».

@DR – Estúdio A Vida na Toca

O Diário do Distrito teve acesso a informação exclusiva. O programa vai ter um pintor de renome que, com ‘rabiscos’ dos convidados, irá criar um quadro representativo da primeira temporada.

«Vamos ter um pintor que vai estar no primeiro episódio com a cara tapada e uma tela em branco. É uma pessoa com muito trabalho exposto internacionalmente. No primeiro episódio, os três convidados, antes de se irem embora, deixam ficar um pouco de si no quadro. No programa seguinte, este artista, incógnito, vai criar e juntar esses rabiscos, e assim sucessivamente. Cada convidado vai ter a sua participação nessa obra. Essa obra vai representar todas as tocas, a vida de cada pessoa que passou aqui. No último episódio, teremos a apresentação do quadro que vai representar a primeira temporada da A Vida na Toca, e vamos revelar o artista». 

Todos episódios estão disponíveis na página de facebook. A primeira temporada arranca oficialmente em setembro, com episódios em direto todos domingos às 21h30, até ao final do ano.

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