A rede de solidariedade social

Recordamos que no período de mais estrito confinamento social sofríamos, por nós e pelos outros, por nenhum poder exercer uma atividade produtiva e ser remunerado por ela, para sustento do próprio e da sua família. E esperávamos que, com a abertura de lojas, restaurantes, comércios se recuperassem atividades económicas e fontes de rendimentos.

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Alguns de nós, logo que foram mitigadas restrições, foram a mercados, lojas, restaurantes e procuraram prestadores de serviços para satisfazer as suas necessidades, é certo, mas também com a vontade  de ajudar os outros. E tivemos consciência, bem presente, de que a vida é entreajuda, é uma rede de solidariedade social.

Ao comprarmos roupa, estamos a satisfazer uma necessidade; mas contribuímos para os rendimentos da empresa que a fabricou; e esta pode pagar a trabalhadores, a fornecedores da matéria prima, aos transportadores e armazenistas desta – africanos, europeus e asiáticos; pode pagar aos seus financiadores (americanos, talvez). E os fornecedores,  transportadores e financiadores importam para os seus países e mercadorias portuguesas com o dinheiro que receberam, ajudando trabalhadores e empresas portuguesas. Esta rede estender-se-á cada vez mais.

A prosperidade económica depende de muitos e só ultrapassamos as crises em conjunto. O sucesso de um trabalhador no extremo do mundo deve ser visto como um sucesso nosso.

As empresas e os trabalhadores portugueses, com a retoma económica, vão pagar os impostos que permitirão financiar a saúde, a educação e a segurança. E estes serviços empregarão cidadãos que vão adquirir roupa e bens alimentares que em parte serão portugueses, e em outra parte alemães, comprando os alemães vinhos portugueses, cortiça e produtos frescos.

Uma pessoa não é uma ilha, e um país não é um arquipélago. Estamos todos tão próximos e tão dependentes que uma epidemia proveniente de um pais distante, nos afeta profundamente. E a descoberta de um medicamento a milhares de quilómetros nos curará.

Tomámos nova consciência da nossa profunda ligação social, local, nacional e mundial. E que esta nos permite viver e tem sido o motor do nosso progresso. Este não é promovido por egoístas, mas por altruístas. Vamos olhar ainda mais para o outro como alguém muito importante para nós. Tal como nós somos importantes para os outros. O Eu tem duas faces: o eu e o tu.

A felicidade somos Nós.

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