A propósito da construção do novo aeroporto no Montijo

Um artigo de opinião de Eduardo Rodrigues, vereador socialista na Câmara do Seixal

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Um artigo de opinião de Eduardo Rodrigues, vereador socialista na Câmara do Seixal

Muito se tem falado e conjeturado sobre este projeto, uns tantos veem com bons olhos esta nova plataforma aeroportuária, outros têm dúvidas, mas há quem seja literalmente contra, como se verifica no distrito, com os municípios do PCP, e os seus representantes autárquicos.

Numa coisa estaremos todos de acordo, os efeitos na economia local dum investimento desta magnitude e especialmente na margem sul e nos municípios mais próximos tem sem dúvida um efeito profundo em todas as áreas de atividade.

É um projeto que vai dar corpo a uma verdadeira zona metropolitana em duas margens e perspetiva-se que venha a criar aproximadamente 10 mil empregos diretos, estima-se que sejam criados 5 mil novos empregos diretos no momento da abertura do aeroporto e chegue aos 10 mil empregos quando o aeroporto estiver em pleno funcionamento.

É expectável ainda a criação de milhares de postos de trabalho indiretos, pelos serviços de apoio que a infraestrutura arrasta no seu funcionamento e é previsível um enorme impacto no desenvolvimento de todos os sectores de atividade nos municípios e cidades circundantes ao aeroporto, seja na área da restauração, hotelaria, comércio, logística ou serviços e por consequência nas áreas sociais, educação e saúde que passarão a contar obrigatoriamente com mais serviços de apoio às populações.

Não tenhamos dúvida que se trata de projeto que vai gerar sustentabilidade económico-financeira e criação de riqueza. Quero crer, que muito mais virá posteriormente, uma terceira travessia no Tejo, as pontes de ligação Montijo Barreiro, e Barreiro Seixal.

E perante todo este investimento, temos Municípios como o do Seixal e o seu Presidente de Câmara que são contra. Contra porque reconhecem que desenvolvimento é sinónimo de morte anunciadas às autarquias comunistas da margem sul.

Estes autarcas, alarmistas e expeditos na arte da manipulação da população menos informada, tentam criar opinião de descontentamento e alarmismo junto dos residentes locais, com supostos problemas de ruído gerado pelos aviões, ou a falta de acessibilidades entre outros, gerando nos incautos e pouco esclarecidos uma opinião adversa às decisões dum Governo que tem a obrigação de encontrar uma solução que sirva as necessidades e as reais capacidades do Orçamento de Estado.

Sabendo a opinião do executivo comunista do Seixal e do Presidente de Câmara, é para mim incompreensível que este último, não defenda afincadamente tão elevado investimento às portas do seu município.

No entanto consigo perceber a real amplitude da sua decisão, os autarcas comunistas sabem perfeitamente que desenvolvimento lhes tira votos. Para nós Vereadores Socialistas é incompreensível a posição do presidente da Câmara, mas é percetível do ponto de vista politico e dos interesses pessoais do PCP, com a construção do novo aeroporto ao lado Seixal, a possibilidade de instalação de empresas de apoio a esta infraestrutura aeroportuária no Concelho do Seixal são uma evidencia, e por consequência a criação de emprego, de riqueza e desenvolvimento económico serão uma realidade expectável, e neste cenário, tudo vai mudar na Coutada comunista do Seixal.

Sente-se o medo nas hostes comunistas, que sabem que perder a Câmara do Seixal é condenar o comunismo à morte anunciada.

Só assim se entende que o desenvolvimento do Concelho incomode o Presidente da Câmara do Seixal, que, nas últimas eleições ficou a escassos votos de perder a Câmara para o Partido Socialista, e sabe bem que o progresso é seu inimigo, restando-lhe a típica contestação dos eternos descontentes. Para estes autarcas, quanto pior, melhor.

2 COMENTÁRIOS

  1. Um CRIME ! Que perpetua o sofrimento da população de Lisboa e Loures sobrevoada a baixa altitude desde Alcântara até Alhandra, com um ruído atroz que viola os limites fixados por lei e despejando gases tóxicos e micropartículas com efeitos nefastos na sua saúde cardiovascular, respiratória e oncológica. E que estende este Crime à população da Margem Sul, a um conjunto de comunidades urbanas de elevada densidade populacional que vai sofrer os mesmos efeitos desde a Quinta do Conde/Fernão Ferro (Sesimbra/Seixal) passando por Coina, Palhais, Telha Nova, Baixa da Banheira, Lavradio, Montijo, Samouco. Um CRIME que ameaça o Ambiente e a Biodiversidade, a Saúde e Segurança da Populações, a Segurança Aeronáutica, Industrial e Rodoviária de toda a região. Com Amigos destes, a população de Lisboa, Loures e Margem Sul, não precisa de Inimigos.

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