Opinião

A Pobreza crónica e a anemia empresarial, como reverter?

Uma crónica de Pedro Janes.

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Com a pandemia, temos tido um crescente aumento do desemprego, e com prespetivas de
aumentar ainda muito mais.

Milhares de Portugueses, de familias, estão a esperiênciar pela primeira vez nas suas vidas, a
pobreza, sem conseguirem honrar os seus compromissos, nem ter comida na mesa.
Se para alguns, esta situação se vai reverter, assim que desconfinarmos, pelo reaver da atividade
económica, já para outros, veem as empresas que os empregavam, a fechar em definitivo,
lapidadas pela crise económico-sanitária.

Muitos vão ingressar no desemprego de longa duração, sem prespetivas de inversão da suasituação.
Para todos estes cidadãos, espreita porventura o perigo da pobreza crónica, situação castrante
da qual é difícil sair e dificilmente compreeendida pelos que estão de fora, ostracisada até por
parte da sociedade.

Como tirar desta situação milhares de Portugueses, e não permitir que muitos mais depois desta
pandemia, nela caiam?

Vamos pegar noutro tema que alguns vão desde já questionar, o que tem a ver para o que
vinhamos aqui a tratar, uma das maiores dificuldades das empresas, encontrar trabalhadores
com uma qualificação base adequada às necessidades das empresas.

O mundo e Portugal sem exceção está defronte do desafio chamado “Economia 4.0”, tambem
englobando a economia verde e digital. Se Portugal neste momento de crise e repensar de tudo,
não acompanhar esta transformação global, irá com toda a certeza ser empurrado para outros
campeonatos económicos impensáveis na realidade Europeia.

Mas esta transformação tecnológia a todos os níveis, precisa de técnicos qualificados em várias
áreas , sem os quais as empresas não terão a mínima competividade e viverão na linha vermelha
ou fecharão portas em três tempos.

Se outras permissas temos para ter sucesso no apanhar deste “comboio”, a qualificação técnica
dos Portugueses está entre as mais relevantes. O conhecimento sempre foi, e agora muito mais,
o melhor motor de qualquer empresa e economia.

E é aqui que estes dois temas aparentemente desconhecidos um do outro, têm mais do que
nunca, necessidade de serem ligados, e apoiados um no outro serão a alavanca para impulsionar
Portugal para fora do buraco atual.

Portugal, na figura do estado e do setor empresarial, tem de identificar as atividades económicas
do futuro, as profissões a elas associadas e as qualificações necessárias para esses profissionais.
Esta é a matéria prima, para o trabalho de criar um plano de requalificação profissional de
milhares de Portugueses desempregados totalmente disponiveis para estes novos desafios, de
todas as idades e niveis de escolaridade.

Se este estudo for corretamente feito e através das entidades dedicadas á formação,
poderemos, pela adição de conhecimento aos cidadãos, dar às empresas uma vantagem
competitiva de grande valia, de forma a que com mais segurança avancem para investimentos
e novos negócios, concorrendo internacionalmente e criando equilibrio na balança comercial.
Voltando a quem está desempregado, à beira da pobreza ou já nela embrenhado. Pela formação
técnica e pessoal é possivel reinserir estes cidadãos numa existência digna. As empresas
precisam destes profissionais qualificados. Com um plano robusto de adição do conhecimento
certo ao individuo, solucionamos as dificuldades de todos.

Estado, empresas, escolas profissionais e universidades, são os atores chave que precisamos quefalem e atuem, hoje já era tarde!!

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