A liberdade de expressão não me envergonha

Esta semana um artigo de Pedro Rola – Presidente da Comissão de Administração da AUGI 41 – Casal do Sapo - Quinta do Conde - Sesimbra

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Começo por confessar que pensei muito antes de escrever este artigo, que o comecei três ou quatro vezes e acabei por ir rasgando um após outro, cada um dos rascunhos produzidos.

Mas não resisti, tinha mesmo que o fazer, tinha mesmo que escrever sobre isto, no exercício pleno da minha liberdade de expressão que tanto prezo e que muito diz sobre a minha condição de cidadão livre e independente.

Em primeiro lugar deixo aqui uma pequena declaração de interesse:

– Não sou, nem nunca fui militante do Partido Chega. Nunca votei no Chega, nem prevejo que o venha algum dia a fazer porquanto me sinto suficientemente afastado das principais linhas de pensamento do referido Partido.

Dito isto, a recente polémica entre o Sr. Presidente da Assembleia da República e o deputado André Ventura do Partido Chega, diz muito sobre o estado da nossa democracia, sobre a “elite” política que nos governa e sobre o afastamento de metade dos cidadãos e cidadãs das mesas de voto.

Goste-se ou não, o deputado André Ventura foi democraticamente eleito, e com o mesmo número de votos que qualquer outro deputado pertencente aos demais Partidos, pelo que tem a mesma legitimidade democrática que qualquer deputado e como tal deveria ser tratado com o mesmo respeito e consideração que os seus pares, pois caso contrário estaremos a desrespeitar a liberdade de quem nele votou.

Ser democrata não é fácil, pois implica aceitar as opiniões alheias e até, existindo suficiente apoio popular, levá-las em consideração por mais que estejamos em desacordo com elas.

O que se passou na Assembleia da República, é da exclusiva responsabilidade do Dr. Ferro Rodrigues e só o envergonha a ele e à casa a que preside. O termo “vergonha” ou “vergonhoso” é desde sempre utilizado no debate parlamentar de forma absolutamente vulgarizada, por todos os deputados de todos os quadrantes políticos pelo que não constitui nenhum facto novo.

Sou dos que acredita que as ditaduras são sempre más e que não existem ditaduras boas porque são de esquerda e ditaduras más porque são de direita, da mesma forma que não existe “vergonha” boa na boca de um deputado Socialista e “vergonha” má na boca do deputado Ventura.

A liberdade de expressão é um dos fundamentos mais sagrados da nossa democracia.

A mim, a liberdade de expressão não me envergonha.

 

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