Opinião

A importância de Tróia

Uma crónica de Pedro Dias.

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Chegamos mais uma vez á época balnear e com a mesma, chega a velha problemática.
 
 A falta de estacionamento automóvel, associado uma ausência de bom senso e civismo.
 
 Durante muitos anos, podia-se apenas circular em um sentido da via devido ao grande incêndio na serra da Arrábida de 2004. Mas com a chegada de cada vez mais turistas nacionais e internacionais, que resultou no culminar em 2017 com a praia de Galapinhos a ser premiada a melhor da Europa, verificou-se que este sistema tinha os dias contados.
 O pouco policiamento e a falta de sinalização em várias línguas, fez entupir as estradas de ligação ás praias, onde a lei era estacionar a todo o custo independentemente do lugar.
 
 Em 2018 “nascem” as famosas cancelas da Arrábida. Cancelas que todos os anos, são utilizadas do dia 15 de Junho até a 30 de Setembro ( alguns anos até mais ). Para Setubalenses que sempre se habituaram a estacionar “na areia” foi uma afronta ao seu direito.
 Seguiram-se autocarros cheios, paragens sem sombra e um “estacionamento na Secil” escasso na oferta.
 
 Hoje em dia algumas condições melhoraram, mas continuam (muito em culpa pela pandemia) as praias a serem usufruto apenas dos que cedo lá chegam.
 
 Então eu pergunto, porque não usar Tróia como uma alternativa? Visto que é relativamente perto e a extensão do areal é por muitos quilómetros?
 Pergunta respondida pelo preço proibitivo dos bilhetes do ferry e catamaran.
 O preço em si é uma afronta a uma cidade onde existe muita pobreza escondida e a praia é o único luxo sazonal que muitos podem usufruir.
 
 Na minha perspectiva, penso que a solução passa pela negociação com o  concessionário de modo a que os bilhetes sejam mais acessíveis, ou talvez mesmo a famosa ponte até ao outro lado do rio, como já me contava o meu avô e prometida por vários executivos ao longo dos anos, mas alguma solução tem que ser alcançada. Não podemos como Setubalenses deixar de ter turistas que tanta riqueza trazem à nossa cidade e não podemos deixar de usufruir das nossas belas praias, sejam elas na Arrábida ou no outro lado do rio.


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