Nos últimos tempos temos vivido ao sabor de um Verão não muito escaldante, mas também não muito frio, um Verão que nos convida a visitar um pouco daquilo que se podia chamar a ‘Ilha do Seixal’.
Quem está a perder o seu tempo com a leitura deste meu primeiro editorial, deve-se de estar a interrogar o porquê de eu me focar no Seixal e não noutra terra qualquer.
Em primeiro lugar gostaria de deixar aqui saudações para todos aqueles que já nos apelidaram de ‘Pasquim’, porque o Diário do Distrito é um jornal que não se verga a nada e nem a ninguém e o que escreve é baseado em factos e documentos, e em segundo lugar porque o Seixal nos últimos tempos tem dado “jóias” preciosas a alguns media nacionais que lhes vão descobrindo as peripécias malabarísticas de fazer uma política que muitas das vezes nos deixa a pensar como será possível.
Sim, porque atualmente o povo já não vai em festas, antigamente é que para fazer esquecer de alguns assuntos da terra, fazia-se uma festa e toma lá uns ‘canecos’ e uma musicazita e esquece lá isso.
Hoje em dia o povo já não vai em “cantigas” como dizem os populares mais sábios deste universo.
Mas para alguns, se não vai lá com festas, então irá com anúncios e “parques temáticos” que apenas pelo uso da marca destes, sem exclusividade, custou aos cofres da autarquia a módica quantia de 200 mil euros, pagos a uma empresa de média nacional…
Poder-se-ia perguntar desde quando é que uma editora de jornais e revistas tem negócios em parques aquáticos, mas cá por este cantinho à beira mar plantado já se viram coisas bem mais estranhas.
A isto acrescem os outros milhares de euros em promoção publicitária de festas, do tal parque de diversões aquáticas, surpreendentemente ou não, à mesma empresa editora de jornais.
Seixal é mais do que um pseudo-parque temático, onde estão as potencialidades de um concelho que pode dar mais de si a quem optou por fazer dele a sua casa?
Onde estão as obras importantes que foram prometidas e que nunca mais são realizadas?
É importante uma visão mais ampla para as necessidades dos habitantes, dos munícipes, porque esses estão cada vez mais exigentes.
É bom de futuro refletir para causas justas e corretas num concelho que pode dar mais de si e pode dar as verdadeiras jóias aos Seixalenses.
Boa semana!