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A fome chega às ruas de Lisboa

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Com a chegada do coronavírus a Portugal e com o Estado de Emergência ativado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, as ruas da capital portuguesa ficou deserta, os cafés e restaurantes fecharam e com todo isto, as esmolas e comidas vão escasseando para quem não tem casa e é sem-abrigo.

As autoridades de saúde estão a trabalhar nos doentes que foram atacados pelo coronavírus, as IPSS trabalham em formato reduzido e o medo instalado fez com que a parte do voluntariado encostasse todo o trabalho que realiza diariamente pelas ruas de Lisboa.

A Câmara Municipal de Lisboa tentou minimizar os problemas de todos aqueles que não tem casa, onde a sua casa é a rua, ativando dois novos espaços para acolher pessoas sem-abrigo, um no Largo de São Domingos de Benfica e outro no Pavilhão da Tapadinha, com capacidade para receber 58 pessoas.

Já o Pavilhão Casal Vistoso a população tem acompanhamento médico, refeições, mantas e troca de roupa, o espaço tem capacidade para 40 pessoas, mas para quem anda no terreno ainda, a medida não chega para centenas de sem-abrigo que vão pernoitando nas ruas da cidade. Ana Pires é uma voluntária que todas as noites se deslocava da margem sul do Tejo até Lisboa para ajudar na entrega de refeições aos sem-abrigos, a voluntária disse ao Diário do Distrito que “atualmente essa atividade foi suspensa, pois com o Estado de Emergência é mais difícil circular. Sinto-me impotente para tudo, para isto que está acontecer, por não conseguir ajudar quem mais precisa. A fome está instalada nas ruas da cidade de Lisbao“, lamenta.


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