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Opinião

A CULPA NÃO É SÓ DO PUTIN

Uma crónica de Bruno Fialho.

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Hoje, como é óbvio, não podia fugir ao tema mais falado da semana, que é a situação na Ucrânia, mas sobre o qual apenas irei falar mais adiante.

Antes de me debruçar sobre o tema principal deste artigo, preciso que alguém me esclareça se, afinal de contas, a pandemia já acabou ou não, pois, até ao passado dia 30 de janeiro não se podia decretar o seu fim pela via política, mas agora, de um momento para o outro, parece que deixou de existir.

Sugiro várias hipóteses para a pandemia ter acabado: Ou foi porque o Marques Mendes assim o disse no seu programa semanal, onde apenas corroborou com a posição que eu tive num debate televisivo, quando afirmei que era possível decretar o fim da pandemia e fui atacado por todos os órgãos de comunicação social por ter tido tal ousadia; ou foi pelo Partido Socialista ter ganho as eleições legislativas por maioria absoluta e agora poder fazer tudo aquilo que quiser sem se preocupar com o julgamento popular.

Perante estas duas hipóteses, será que também é de presumir que tenha sido devido ao que disse Marques Mendes sobre o fim da pandemia que a Rússia decidiu invadir a Ucrânia?

É que, com o fim da pandemia, no caso de a guerra chegar a Portugal, já podemos todos ir para bunkers e ficarmos bem juntinhos sem medo do vírus.

Infelizmente, ao contrário do que se previu ao início da pandemia, nem tudo ficou bem e nem o mundo nos tornou melhores seres-humanos, bem pelo contrário, as pessoas ficaram  ainda mais egoístas, solitárias, obsessivas e paranóicas do que eram antes da pandemia.

Assim sendo, será garantido que somente os inoculados com mais de 10 vacinas e certificado digital poderão entrar dentro dos bunkers, tudo devido à pressão dos políticos corruptos que continuarão a tentar fazer dinheiro com as inoculações experimentais e àquelas pessoas que acreditam em tudo o que passa na televisão.

Neste momento existe uma pequena esperança de que tudo isto ainda pode mudar, já que, uma parte da população mundial começa a perceber que foi enganada pelos respectivos Governos e a acordar do pesadelo que foi a corrupção das “vacinas”/inoculações e do medo irracional de um vírus que tem uma taxa de mortalidade inferior a 1%.

Posto isto, irei finalmente debruçar-me sobre a situação na Ucrânia, um assunto que realmente impõe um verdadeiro receio no que pode acontecer ao mundo nos tempos mais próximos.

Começo por dizer o seguinte: gostava que todos os “corajosos” portugueses que se apressaram a colocar a bandeira da Ucrânia nas suas redes sociais, que foram para manifestações em frente à embaixada da Rússia ou que, sem sequer terem feito o serviço militar, exigem que Portugal envie soldados para combater em solo estrangeiro, fizessem algo similar pelos seus compatriotas e pelo seu país.

Ao invés disso, enquanto todos já podemos ir dançar a uma discoteca sem ter uma “fralda na cara”, observo que os pais portugueses optam por sacrificar os seus filhos ao permitirem que as suas crianças continuem a ficar privadas de oxigénio e a terem de suportar máscaras durante horas a fio nas salas de aulas, sem se revoltarem com isso ou sequer fazer manifestações em frente ao Ministério da Educação ou na DGS.

No mesmo sentido, continuamos a ter uma situação de crise extrema de sem-abrigo, que até é simples de resolver. Não apoiamos as famílias portuguesas que não têm capacidade para pagar uma habitação digna, mesmo que os dois membros do casal trabalhem e tratamos como mercenários todos aqueles que têm de abdicar da sua vida profissional ou “vender a alma” para conseguirem que os seus filhos deficientes tenham direito a cuidados médicos permanentes, sem concedermos aos cuidadores informais aquilo que é necessário e que eles merecem, entre tantas outras situações que acontecem no nosso país e que nos deviam indignar e envergonhar a todos.

Todavia, oferecemos tudo a “supostos refugiados” que chegam ao Algarve por via marítima de forma inexplicável, que por mero acaso são sempre do sexo masculino e vêm equipados com telemóveis topo de gama ou vestidos com roupas de marca.

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Como sempre, os portugueses são levados a lutar mais por outros povos ou pelo que se passa noutros locais do planeta, do que por tudo aquilo que acontece no seu próprio país.

Outro exemplo da pouca solidariedade que temos com os nossos é que nunca ouvi falar sobre grandes manifestações de apoio aos portugueses que viviam nas antigas colónias e foram obrigados a deixar tudo aquilo que tinham porque políticos como Cunhal ou Soares protegeram mais os seus financiadores africanos do que os nossos compatriotas ou como os antigos combatentes, ainda hoje, não têm tudo aquilo que merecem por terem defendido a sua pátria.

Assim, no que respeita à situação na Ucrânia, esclareço que não tenho receio de entrar num confronto militar, pois, em 1995, cumpri o serviço militar porque assim o quis, já que tinha direito a solicitar adiamento por estar a estudar na faculdade, pelo que, não tenho medo de poder entrar numa guerra ou de defender o meu país contra invasões estrangeiras.

Aproveito para deixar aqui uma declaração de interesse: acredito que devia existir a “opção” (obrigatória) de um jovem (homem ou mulher) poder cumprir o Serviço Militar Obrigatório ou o Serviço Cívico Obrigatório, pois, naturalmente, muitos passariam a perceber o que representa a palavra Pátria, o que é a igualdade entre  as pessoas, a camaradagem e o sacrifício que muitos portugueses, antes de nós, fizeram para podermos estar a viver neste magnífico país à beira-mar plantado ou até aprenderem a fazer a cama.

Quem não quer pegar em armas ou aprender a lutar pelo nosso país, teria sempre a opção de ajudar idosos em lares, doentes em hospitais ou quaisquer pessoas que necessitassem de apoio, pois, também acredito que ninguém deve ser obrigado a pegar em armas, se assim não o deseja.

Posto isto, defendo que todos devemos recriminar Vladimir Putin por este ter iniciado uma ofensiva militar contra um país soberano. Digo isto apenas porque a guerra tem de ser sempre a última das opções e considero que ele não fez tudo o que estava ao seu alcance para ultrapassar os problemas criados por outros países.

Na verdade, a decisão de Putin é a de um cobarde, pois não é ele que vai para a frente de combate, mas sim os soldados que o servem. Se fosse ele a ir combater, provavelmente teria feito tudo ao seu alcance para não existir um conflito armado.

Como sempre, os ditadores e os generais ficam bem instalados nos seus gabinetes de crise e são os jovens soldados e os inocentes os maiores prejudicados pelo fracasso e pelos egos dos dirigentes políticos, que não conseguem dialogar ou que têm interesses obscuros que colocam à frente das vidas humanas.

Todavia, à parte desta questão, convém esclarecer os mais incautos que Vladimir Putin não é o único culpado desta situação ou sequer é o maior culpado, já que, na minha opinião, são os Estados Unidos da América (EUA) os principais responsáveis daquilo que está a acontecer na Ucrânia, como adiante irei explicar.

Começo por lembrar que ao longo de décadas a NATO comprometeu-se a não entrar na Europa de Leste, nomeadamente na Ucrânia.

Desde que Joe Biden foi proclamado presidente dos EUA que têm sido feitas várias tentativas para que a Ucrânia integre a NATO, sabendo que isso poderia despoletar uma guerra com a Rússia.

Depois, convém não esquecer que a Ucrânia é essencial para a implementação da Nova Ordem Mundial (NOM), tema sobre o qual escrevi neste jornal na passada semana, e a Rússia é um dos poucos países que luta contra a NOM, razão pela qual, em poucas palavras, fica explicado o porquê de os EUA terem pressionado Putin a agir desta forma.

E o que ficará o leitor a pensar se lhe disser que os EUA foram acusados por Putin de construírem laboratórios de biotecnologia na Ucrânia para estudar os “vírus mais perigosos do mundo”, precisamente na fronteira com a Rússia? Acontece que, Putin ao dizer isto, também acusou os EUA de criar “armas biológicas” na fronteira com a Rússia e, até agora, Biden não foi capaz de o desmentir.

Mas não foi por causa de uma acusação similar que o mundo se colocou ao lado dos EUA e da Grã-Bretanha, numa reunião nos Açores patrocinada pelo nosso “cherne” favorito, na invasão ao Iraque?

Pelo que, não podemos deixar fora de hipótese que Putin tenha invadido a Ucrânia para provar que os EUA estão a produzir armas biológicas nesse país, tal como eles fizeram no caso do Iraque.

Putin diz que apenas invadiu a Ucrânia para desmilitarizar e eliminar os nazis que, na opinião dele, estão a dirigir o país, mas que não quer ocupá-lo.

Agora, pergunto: Numa época em que tudo se sabe com muita antecedência, os serviços secretos da Ucrânia ou dos países da NATO que estão directamente implicados nesta guerra e que têm acesso aos telemóveis de toda gente, inclusive de soldados russos, e satélites que observam deslocações ao milímetro das tropas russas, não sabiam que a Rússia estava a planear entrar com essas tropas na Ucrânia?

E tendo tantas informações disponíveis ao segundo, por que razão é que o presidente ucraniano não ordenou a deslocação de tropas para os locais mais sensíveis do país?

E ninguém acha estranho que tanques russos passem a fronteira com a Ucrânia e não haja um exército ou um simples batalhão para os tentar travar, nem sequer um pequeno tanque ucraniano que seja?

E, já agora, também consideram normal que apenas haja relatos de alguns (poucos) bombardeamentos, sem grandes baixas (mortos)?

Como referi anteriormente, condeno Vladimir Putin pela sua decisão de invadir a Ucrânia, porque uma guerra não pode ser uma opção tomada de ânimo leve e mesmo percebendo que na mente dele é a soberania da Rússia que está em perigo, outros passos podiam e deviam ter sido dados para que não chegássemos a este ponto.

Mas também acredito que Putin pensa estar a defender os interesses da Rússia, seja contra ataques bioquímicos, seja contra a possibilidade da Ucrânia fazer parte da NATO, seja pela defesa da soberania do seu país.

Por tudo isto, temos de ser honestos e dizer que Putin está a defender o seu país e quem julga que os EUA não sabiam que tudo aquilo que fizeram não ia desencadear uma guerra com a Rússia, é porque ainda acredita no Pai Natal ou que, com uma maioria absoluta do PS, não iremos ter novamente o FMI a mandar no nosso país.

Por isso, sabendo que Putin é um ditador com um ego do tamanho do mundo, com um passado militar, mas que, acima de tudo, e estou convicto disto, ama o seu país, também condeno os EUA e os restantes países da NATO, organização que Portugal integra, pois, foram eles que o pressionaram a dar o primeiro passo para invadir a Ucrânia e montaram um teatro de forma que fosse ele apanhar com todas as culpas e acabasse por ser considerado o único responsável por esta guerra e pela morte de inocentes.

Por último, considero que, em última instância, o que está aqui verdadeiramente em jogo é uma guerra contra a Nova Ordem Mundial. Este é o objectivo final de uma “elite” que quer governar um mundo onde o sistema de crédito social será uma realidade, onde as inoculações experimentais serão obrigatórias e os bens pessoais não existirão. Ninguém terá direito à propriedade privada, algo que, por absurdo que seja devido a ser um país proveniente de um regime comunista e onde ainda vigora a ditadura, é a Rússia a combater.

É por isso que defendo que a culpa não é só do Putin, pois é principalmente de todos nós que deixámos governantes sem categoria e com um objectivo globalista tomarem conta das nossas vidas e dos respectivos países.

Na primeira linha desses líderes sem capacidade para sequer irem lavar escadas de um prédio, com todo o respeito que tenho por quem tenha essa profissão, está o decrepito presidente dos EUA, Joe Biden, que muito tem a explicar sobre as relações comerciais de seu filho Hunter Biden com o grupo Burisma, empresa que é uma grande produtora de gás natural sediada na Ucrânia e sobre as acusações de pedofilia que pendem sobre ele, mas que, por lá (EUA) como por cá (Portugal), isso já é considerado algo normal, ao ponto de muitos pedófilos conseguirem chegar a lugares cimeiros na política.

Por tudo isto, deixem de ser parvos e de brincar aos grandes ditadores e tratem de salvar a vida dos inocentes e sentem-se todos à mesa a conversar para que o mundo não fique ainda pior.

Já agora, pergunta para quem não acredita em tudo o que passa na televisão: quem é que vai substituir a Rússia como exportador de gás para a Europa? Talvez esteja aí a resposta para a guerra provocada por Biden e os seus amigos.


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