Palmela

93.º aniversário da restauração do Concelho de Palmela assinalada pelo Grupo de Amigos

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Em 1926 Palmela recuperou o estatuto de concelho, que lhe havia sido retirado em 1855, agregando-a então ao concelho de Palmela.

Mercê do trabalho de 14 anos de um grupo de residentes, liderados por Joaquim José de Carvalho, foi possível restabelecer o estatuto de concelho a Palmela, data que é assinalada a 1 de Novembro.

Para assinalar a data teve hoje lugar, no Jardim Joaquim José de Carvalho, uma homenagem póstuma aos Restauradores do Concelho de Palmela e aos mortos em combate na I Grande Guerra Mundial, nascidos no Concelho de Palmela, com deposição de flores.

O presidente da Junta de Freguesia de Palmela, Jorge Mares, agradeceu a presença de todos e “da fanfarra dos Bombeiros do Pinhal Novo, que mais uma vez nos acompanha, e também do Major Joaquim Bernardo, da Liga de Combatentes de Pinhal Novo.

Este é um momento brilhante da nossa história, que mobilizou esforços da nossa população, para restaurar o concelho, e que anualmente é assinalada pelo Grupo de Amigos do Concelho de Palmela. Não fosse o trabalho desses homens e hoje Palmela não seria aquilo que é. Celebramos hoje um enorme feito histórico graças a esses grandes palmelenses que conseguiram em 14 anos recuperar a identidade histórica de Palmela.”

Citou depois António Matos Fortuna, sobre o homem que simbolicamente é homenageado neste dia, Joaquim José de Carvalho, “quando referiu que esta é uma página dourada da história do concelho”.

Seguiu-se a intervenção do presidente da Câmara Municipal, Álvaro Amaro, indicando que “caminhamos a passos largos para a celebração do centenário desta data, que marca um dia especial. Sabemos que mesmo durante o período de 73 anos em que Palmela esteve agregada a Setúbal, o coração das suas gentes foi sempre autónomo. E foi esse espírito de luta e de inconformismo, que os levou a sonhar com a autonomia e que demonstrou o sangue e a ancestralidade das nossas gentes, levando-os a lutar pelo que julgavam justo.”

Álvaro Amaro comparou também esse período à agregação das freguesias “processo contra o qual continuamos a lutar, no que diz respeito à Marateca e Poceirão, que por via dessa agregação e por deixarem de ser considerados como freguesias rurais, têm perdido vários apoios europeus de que tanto necessitam. Estas ‘integrações’ deixam marcas e não beneficiam ninguém.”

O autarca referiu ainda “a fraca mobilização dos mais jovens a este tipo de iniciativas, o que nos leva a pensar que é necessário reformular a forma como decorrem para atrair mais o público escolar e juvenil, e nesse aspecto a Câmara Municipal está disponível para dialogar com a Liga dos Amigos do Concelho de Palmela.”

Por fim, e como é hábito nesta iniciativa, o discurso cabe a um convidado de honra, este ano o jornalista Amílcar Malhó, que realizou uma preleção acerca da Restauração do Concelho de Palmela, e que o Diário do Distrito acompanhou em directo.

O orador recordou o ano de 1985 quando integrou “um cortejo alegórico, em que encarnei a figura de Joaquim José de Carvalho, quando tinha 30 anos e curiosamente ele, quando conseguiu este feito, tinha 31 anos.

O envolvimento que tive com o evento e a necessidade de responder ao que me era solicitado, levou-me a fazer então alguma pesquisa sobre o homem e a entender a importância do que aqui havia sido conseguido.”

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Seguiu-se uma Missa de Sufrágio, pelos Restauradores do Concelho, na Igreja de São Pedro, Palmela; e ainda hoje às 18h00, na Quinta do Anjo – Largo do Poço Novo, nova homenagem Póstuma ao Sócio Fundador/Historiador do Concelho de Palmela, Dr. António de Matos Fortuna. Deposição de Flores junto ao seu Busto e Evocação sobre a sua Figura e Obra.

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