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CDS-PP Almada questionou a ARS-LVT sobre situação da saúde no distrito

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O CDS-PP Almada enviou um comunicado às redações sobe as questões que apresentou à a administração regional de saúde (ARS – LVT), na reunião da 5.ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Almada, mas que, no entendimento do autarca do CDS-PP «as respostas e conclusões pouco ou nada foram esclarecidas por parte da entidade pública de saúde».

A nota refere que «a falta de médicos de família, as consultas e as cirurgias suspensas e adiadas tal como as respectivas listas de espera que continuam a engrossar, a falta de médicos especialistas nomeadamente para o Hospital Garcia de Orta, a ala de ambulatório do mesmo hospital que espera a sua concretização tal como a remodelação das restantes infra estruturas que necessitam de intervenção, foram algumas das questões colocadas por António Pedro Maco, deputado municipal do CDS-Partido Popular, presente na reunião da 5.ª Comissão Permanente da Assembleia Municipal de Almada, com a administração regional de saúde (ARS – LVT), mas que, no entendimento do autarca do CDS-Partido Popular, as respostas e conclusões pouco ou nada foram esclarecidas por parte da entidade pública de saúde».

António Pedro Maco relembrou ainda «as dificuldades que todos os dias quer os profissionais de saúde onde se incluem os médicos, os enfermeiros e os técnicos auxiliares quer os próprios utentes, têm de ultrapassar para que os cidadãos tenham acesso a uma saúde com qualidade.

É por demais evidente que a falta de investimento e a falta de competência de quem gere o Sistema Nacional de Saúde (SNS) nomeadamente o Governo através do respectivo Ministério, tem contribuído para o agudizar dos problemas no sector com repercussões drásticas na qualidade da prestação do serviço e da assistência às populações, problemas que se agravaram com a pandemia.»

O deputado apontou também «os diversos conflitos entre o Governo e o Ministério da Saúde com entidades por parte de entidades como a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Enfermeiros, os vários sindicatos e as demais entidades da área da saúde», acusado o Estado pelo «agudizar dos problemas do sector em resultado do fraco investimento nos cuidados de saúde como os recursos humanos e materiais».

Por isso considera «urgente a concretização de um verdadeiro plano e tomada de medidas que possam mitigar e reverter os impactos negativos decorrentes da falta de soluções e da ausência de uma política integrada e coordenada entre as várias entidades da saúde pública».

Da parte da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS LVT), entende o CDS-PP Almada que deve «adequar os recursos disponíveis às necessidades em saúde e cumprir e fazer cumprir o Plano Nacional de Saúde» e ter «um papel preponderante e fundamental na garantia do acesso aos cuidados de saúde prestados pelo Estado atempadamente e com a qualidade exigida».

Lamentavelmente, a reunião com a administração regional de saúde, para o CDS-Partido Popular foi «demasiada inconclusiva, com respostas vagas e sem a assunção de propostas, medidas e soluções concretas para ultrapassar os problemas actuais na saúde pública dos portugueses e as muitas preocupações manifestadas pelo partido na presente reunião, nomeadamente as preocupações com o cenário pandemico de covid.

Apesar da mesma entidade não ter responsabilidades de gestão directa dos hospitais públicos como é o caso do Hospital Garcia de Orta no concelho de Almada, tem o dever e a obrigação de garantir que os utentes tenham ao seu dispor um acesso aos cuidados de saúde com qualidade incluindo nos hospitais.»

O CDS-Partido Popular alertou também a administração regional de saúde para «a tragédia nos lares de idosos com a nítida falta de assistência médica permanente em maior parte dos lares, o que tem levado ao acentuado e trágico número de óbitos por parte dos mais idosos, questionando directamente o administrador da entidade pública, que planos existem no momento e em concreto, para resolver o grave problema, incluindo a disponibilidade de profissionais da área da saúde mental que possam ajudar os utentes dos lares e mesmo os que estão domiciliados a ultrapassar esta fase mais complicada. A resposta foi evasiva e inconclusiva.»

No que respeita aos cuidados de saúde mental, o CDS-Partido Popular pretendeu saber «o que está a ser delineado para que as profissões de risco e de grande stress em tempos de pandemia como é o caso dos profissionais de saúde, os elementos das forças de segurança, os assistentes sociais, os responsáveis e auxiliares nos lares, os bombeiros e demais profissões consideradas de risco, tenham acesso à saúde mental de forma prioritária. Também aqui não houve resposta conclusiva.»

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