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TRANSPORTES – ‘Queremos um salva-vidas para a Transtejo’

Numa manhã bem mais calma no terminal fluvial do Seixal, a Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal levou a cabo uma acção de protesto de forma a alertar para a situação que os clientes da Transtejo têm vindo a enfrentar.

Ao Diário do Distrito Anabela Vicente, elemento da Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal explicou que o protesto com o uso de coletes laranja pretende “simbolizar os coletes salva-vidas a bordo dos navios. O que queremos é um salva-vidas para a Transtejo, para as carreiras fluviais, não apenas do Seixal mas para todas as zonas servidas pela empresa, como o Montijo, Cacilhas e Trafaria. Neste momento, pelo que percebemos, esta empresa está presa por arames.”

Anabela Vicente aponta alguns dos problemas que têm causado constrangimentos a quem utiliza um serviço “que cada vez tem mais clientes”. É o caso de barcos avariados, sem manutenção “são reparados agora e logo à tarde estão novamente avariados, os certificados de navegabilidade caducados e queremos um ‘salva-vidas’ para a Transtejo porque dependemos dela para chegar aos nossos locais de trabalho, aos locais de estudo, aos equipamentos de saúde, etc.”

Sobre as declarações de António Costa ontem no Parlamento sobre a abertura dos concursos para compra de mais navios e do valor que o Governo já disponibilizou para reparações, Anabela Vicente considera que “todos sabemos que as verbas para reparação saem a conta gotas e parece que tudo isso é um segredo bem guardado. Há barcos que estão em doca secas em Cacilhas, outros em Peniche, e depois há situações como nos foi contado ontem na reunião com a administração da Transtejo, em que já existe o motor para o navio mas não há grua necessária para retirar o motor avariado e colocar o novo.”

Também da reunião que os utentes exigiram ontem à administração, depois da situação mais tensa vivida no cais fluvial do Seixal, não foram apresentadas soluções concretas. “O que nos foi dito é que as administrações das empresas públicas estão sempre dependentes do ministério das Finanças, e no caso da Transtejo, do ministério dos Transportes, e não têm autonomia. Admitem que há falta de meios financeiros e humanos, de recursos e de barcos.

E os utentes estão a ficar cansados e frustados, a ver os seus empregos em risco, muitos com contratos a prazo que não conseguem cumprir os horários, são os estudantes a chegar atrasados aos seus exames e pessoas que não conseguem também chegar aos hospitais ou outros equipamentos de saúde para fazerem exames ou consultas, algumas de urgência ou marcadas com meses de antecedência.”

No local estiveram também elementos do PCP, que entregaram um folheto de solidariedade para com os utentes, bem como o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, eleitos e a deputada Paula Santos, e na qualidade de vereadora na câmara de Almada pelo BE, Joana Mortágua.

Durante o período de hora de ponta, um veículo da Polícia Marítima bloqueou as saídas do pontão do cais, mas o embarque decorreu de forma normal, embora tenham sido suprimidas cinco carreiras, “mas as pessoas sabem desta situação e hoje devem ter optado por outras vias para chegarem a Lisboa”, concluiu Anabela Vicente.



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