O Filho mimado do governo

Esta semana um artigo de opinião de José Coutinho, presidente da Juventude Popular Distrital de Setúbal.

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Depois do espetáculo dado na Alameda pela CGTP-IN e pelo PCP, a bofetada dada aos portugueses nesta semana é outra. Presenciamos, mais uma vez, a teimosia quase infantil do PCP ao querer manter a todo o custo a Festa do Avante! dizendo de peito cheio “Já está a ser preparada!”.

Esta insistência na manutenção da Festa do Avante! revelou-se ainda mais surpreendente quando em reação à proposta do conselho de ministros o PCP respondeu: “A Festa do Avante! não é um simples festival de música”.

Após este devaneio próprio de quem coloca os seus eventos e ideologia acima da segurança coletiva, esperava-se uma clarificação do governo assumido que o problema está nos aglomerados e não na musicalidade da festa ou do comício. Esperava-se que o governo tivesse a frontalidade de exigir que esta festa não se realize, pois, coloca a saúde de todos em risco.

Não está em causa ser um festival de música ou um comício com timbre, não se coloca a questão de o evento ser organizado por um partido ou não, isso não está em causa pois essas são questões acessórias. Falamos de aglomerados, estes não escolhem cores, partidos ou locais. Falamos de responsabilidade, e por isso os grandes ajuntamentos não devem ser permitidos.

Mas é aqui que a bomba é despoletada: Como que para acalmar o choro da criança o primeiro ministro, António Costa, dá a chupeta ao garoto e admite que a Festa do Avante! se poderá realizar desde que se assegurem as normas da DGS.

Depois desta afirmação convido o leitor a colocar as seguintes questões:

Se o argumento para não se realizarem festivais até dia 30 de setembro tem como objetivo evitar grandes aglomerados de pessoas, prevenindo assim o contágio em massa, então qual a justificação para estas permissões serem unicamente concedidas ao PCP na sua Festa do Avante!?

Será que o governo e o PCP se consideram mais responsáveis que os empresários dos festivais portugueses?

Tudo isto é muito estranho numa democracia. Se por um lado vemos o setor dos festivais, que vale entre 500 a 600 Milhões de euros para a economia nacional, completamente parado, por outro vemos pressões entre o PCP e o governo no sentido de se avançar com uma festa que está isenta de impostos. Se por um lado somos cidadãos iguais perante a lei e por isso temos o dever de cumprir as regras que nos são impostas, por outro vemos um partido a colocar-se acima de toda a sociedade.

Bem sabemos que António Costa tem um orçamento para aprovar, e para o conseguir vai permitir que os revolucionários saiam do sofá e possam ostentar a sua boina do Che Guevara. Vai permitir que se possam expor na Quinta da Atalaia vários exemplares de planificação económica de má memoria. Vai permitir que na cara de todos os portugueses se faça jus à expressão: “Uns são filhos, outros enteados”.

Em troca de três dias de farra, António Costa terá o seu orçamento passado e verá em Jerónimo de Sousa a oposição amordaçada a que nos tem habituado.

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