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2,5 milhões de euros doados para a bebé Matilde sob investigação do Ministério Público

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O Ministério Público abriu uma investigação em relação à gestão de 2,5 milhões de euros doados, no ano passado, para cobrir as despesas do tratamento da bebé Matilde.

Assim, o Estado acabou por comparticipar o medicamento para o tratamento da atrofia muscular espinha tipo I e o dinheiro doado não foi usado para o propósito inicial de serem os pais a pagar o medicamento de cerca de dois milhões de euros.

A a Procuradoria-Geral da República confirmou ao Correio da Manhã a “existência de inquérito que corre termos no Departamento de Investigação e Ação Penal [DIAP] de Lisboa. O mesmo encontra-se em investigação e sujeito a segredo de justiça”.

A investigação deve-se ao facto dos pais da bebé não revelarem o atual saldo da conta ou especificarem os custos dos tratamento de 55 crianças para os quais alegaram ter direcionado o capital.

“Este é um processo transparente. Esse valor pertence à Matilde e será usado para todos os tratamentos, terapias e equipamentos que a Matilde necessite”, explicaram os pais ao CM.

Alguns benfeitores acabaram por solicitar o reembolso, porque o dinheiro não serviu o objetivo da campanha e até agora não foram ressarcidos.

“Pedi a devolução e apresentei o comprovativo. Nunca me responderam. Desejo o melhor à pequenita, mas tenho esse direito”, relatou uma pessoa que contribuiu para a campanha ao jornal. Os pais foram questionados a respeito, mas responderam que este é um “não tema”.

“A nossa filha está bem e tem evoluído muito bem. É um dia de cada vez”, explicam os pais de Matilde.

A respeito da gestão do capital e como seleccionam as crianças para dizem que “as ajudas são feitas mediante as necessidades das crianças e as transferências são sempre feitas diretamente para as clínicas, empresas e hospitais.”

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