A desumanização das maiorias absolutas

Esta semana um artigo de opinião de Paulo Araújo, vogal da Comissão Politica Concelhia do CDS Montijo

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No Montijo o Ps, que governa em maioria absoluta, parece continuar a sofrer de uma certa cegueira seletiva para com os problemas do Concelho,

Parece inebriado com a chegada do Aeroporto, que todos sabemos fazer imensa falta, mas que não é nem será a resolução de todos os problemas dos munícipes,

No Montijo existem problemas antigos que afetam as pessoas, que lhes tornam a vida mais difícil, problemas muitos deles de fácil resolução, como seria por exemplo a saída norte com ligação direta à Ponte Vasco da Gama, junto a São Francisco, e que obriga milhares de pessoas a fazer muitos quilómetros extra todos os dias, uma ligação que poderia reduzir o tempo de viagem para metade, face ao tempo atual; uma melhor relação com a ligação fluvial, para existirem mais alternativas viáveis à utilização do automóvel; ou uma ligação ao interface ferroviário do Pinhal Novo, entre muitas outras medidas simples.

Estas maiorias absolutas esquecem as pessoas, desumanizam as relações, fazem-nos sentir pequenos. Eu sei que caminhamos a passos largos para as autárquicas de 2021 e dentro em breve vão voltar as promessas entretanto esquecidas de eleições anteriores, o munícipe vai voltar a ser colocado no centro das atenções como qualquer santo em dia de festa no seu andor, para depois voltar a estar mais 4 anos esquecido.

Talvez a culpa também seja nossa, da nossa capacidade de quando finalmente temos voz nos abstermos. Estaremos nós próprios a nos desumanizar?

Humanizar é criar vínculos entre as pessoas, é ter coragem e um altruísmo tal nas suas decisões diárias, capazes de colocar o bem comum acima dos próprios interesses,

Todos nós olhamos para os países do norte da Europa como exemplo a seguir nestas práticas, todos pensamos que é preciso o país ser rico. Não passa de um engano. Em países menos desenvolvidos também pode existir esta preocupação, basta olhar para o Brasil e percebemos que desde 2003 foi criado uma Política Nacional de Humanização, no caso para tentar resolver inúmeros problemas relacionados com a saúde.

Alguns defendem que humanização está claramente ligada à própria evolução Humana e que a comunicação faz parte fundamental deste processo. Embora todos os dias oiçamos muitas palavras, elas nem sempre refletem comunicação, para o serem tem de ser compreendidas. As maiorias absolutas levam, portanto, a muitas palavras ditas que ficam no ar, parecendo uma mensagem que nunca o chega a ser.

Esperamos que o processo de humanização nos atinja a todos nesta nossa cidade, neste nosso distrito e que as palavras passem a ser compreendidas e se transformem em ações benéficas e não em represálias dignas de ditaduras, esperamos que este nevoeiro se dissipe e nos traga, não um Don Sebastião, mas para alem dos aviões a aterrar, uma maior preocupação com as pessoas e uma maior transparência.

 

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