1.º de Maio de 2020

Esta semana um artigo de opinião de Cátia Luz, presidente da Juventude Popular do Seixal

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Tempo de Leitura: 2 minutos

No dia 1 de maio de 1886, trabalhadores saíram às ruas de Chicago com o intuito de reivindicarem uma redução da carga horária para 8 horas, que, em muitos casos, chegava às 17 horas de trabalho.

Ora, seria impossível para todos nós, sindicalizados ou não, não assinalarmos este dia com um feriado, uma vez que todos trabalhamos para que a economia do nosso país não pare.

Nesta situação particular que estamos a viver, é-nos pedido para permanecermos isolados. Não nos foi permitido celebrar outros feriados, tão importantes como este, como a Páscoa, nem foi permitido ao comum português festejar datas importantes com reuniões familiares ou jantares de amigos.

No entanto, existem portugueses privilegiados e, aparentemente, imunes ao vírus que estamos a presenciar.

No dia 1 de maio de 2020, assistiu-se a um fenómeno impensável na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa. Aquele que deveria ser um dos dias mais importantes para ficarmos em casa, a cumprir o isolamento social com responsabilidade, para que pudéssemos sair brevemente e ir trabalhar, foi celebrado na rua, com um ajuntamento com mais de 500 pessoas.

Salientamos ainda que este evento dirigido pela CGTP, contou com a presença de três autocarros da Câmara Municipal do Seixal, que em estado de emergência atravessaram vários concelhos para chegar a Lisboa. As observações que se colocam são as seguintes: está a Câmara Municipal do Seixal a compactuar com esta quebra nítida do estado de emergência?

Mais, será que, enquanto a economia do concelho está estagnada, a autarquia disponibiliza dinheiro para estes eventos, ao invés de concentrar os seus investimentos no mesmo?

Num momento, em que a própria Câmara Municipal veta a utilização dos transportes colectivos de passageiros que possui a associações, clubes desportivos, escolas e demais organismos numa acção, responsável, para combater a epidemia, por que razão estes mesmos transportes são utilizados para levar sindicalistas até Lisboa, num momento em que ainda vigorava o Estado de Emergência e a proibição por decreto da circulação entre concelhos? Enquanto cidadãos e munícipes do concelho do Seixal, consideramos um total desrespeito por todos, desrespeito pelo Estado de Emergência decretado, pela saúde pública e principalmente pelas gentes do Seixal, que muito se indignaram com o efectivo que governa o concelho!

Não podem existir Seixalenses de primeira e Seixalenses de segunda, vivemos num estado democrático e em que a liberdade é para todos, assim como as leis também o são. A Câmara Municipal do Seixal não respeitou os seus munícipes!

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